20 janeiro 2017

Cinclus - Festival de Imagem de Natureza de Vouzela


(clique na imagem para ampliar)

Chegou-me isto às mãos e pareceu-me um programa muito interessante para o próximo fim de semana. Sobretudo no sábado onde há lobos, aves necrófagas, o mar da terra do Luís Quinta, ilhas sagradas, o lago Tanganica, a Islândia no Inverno e ainda uma degustação de cogumelos e uma prova de produtos regionais.

Além disso é um festival que já vai na sétima edição, num país onde as iniciativas mesmo as muito boas morrem depressa, até porque a concorrência em vez de se unir para criar massa crítica procura fazer igual dispersando os interessados.
Parabéns!

Quem estiver interessado pode ver mais informação aqui

12 janeiro 2017

O Futuro da Saudade


«... Talvez um dia o preto e o branco irremediavelmente se diluam e tudo ficará cinzento e triste e, ser português, não será diferente de ser americano, espanhol, francês, italiano ou alemão...»

«... Mas se algo nos distingue, enquanto grupo, dos outros (e creio que sim por mais subjectivo que seja), melhor se expressa na guitarra de Carlos Paredes ou na voz de Amália, do que num esboço teórico...»

Este livro, datado de 2004, foi das melhores abordagens que li sobre a encruzilhada em que a canção de Lisboa se encontrou e eventualmente se encontra, depois dos grandes mestres se terem gradualmente afastado. Aconselho vivamente a sua leitura a quem, como eu, gosta de fado!

05 janeiro 2017

Resmas de grous


De Novembro a Fevereiro os grous "invadem" os campos do Alentejo interior: de Caia a Mértola existem inúmeros locais de dormida e de alimentação.
Em Dezembro fui procurá-los e encontrei resmas deles perto de Safara: numa montagem de várias fotografias contei mais de 200 e estariam ainda muitos por trás da dobra da colina.

A luz estava muito bonita, com o sol bastante baixo, e o cenário era bem diferente do habitual: nunca tinha visto grous em terra arada.

Ainda consegui tirar algumas fotos, incluindo a tal montagem, antes de levantarem voo.

Achei graça porque havia uns mais corajosos

mas acabaram por também levantar.

E rumaram para outras bandas! Fui atrás deles para ver onde pousaram mas aí estavam mesmo contra luz e era impossível fotografar.

26 dezembro 2016

Entardecer

 Em Lisboa, junto ao Tejo,
 na marina da Expo...
(fotografia gentilmente cedida por MCSA)

23 dezembro 2016

19 dezembro 2016

Um passeio na Bretanha: de regresso a Saint Malo

Saint Malo é, para mim, uma das mais bonitas cidades da Bretanha. Já lá tinha estado uns dias quando fui ajudar a trazer um barco de Brest para Lisboa e aproveitei para passear pela Bretanha e dar um pulinho a Guernesey: é em Saint Malo que se apanham os ferries, como o da foto, com destino às chamadas "ilhas do Canal"...

Por isso, num passeio pela Bretanha, tinha que ser local de passagem obrigatório: o 31 do mapa.

Esta pequena cidade fortificada deve o seu nome a um monge galês Mac Low que, no século VI, foi nomeado bispo de Alet, o povoado fundado cerca de um século aC. No século XIV, Saint Malo alia-se ao rei de França, Charles VI, que lhes concede franquias portuárias e, no fim do século XV, é mesmo integrada no Reino de França, devido ao casamento de Anne, duquesa da Bretanha com o rei de França.

Ocupando um promontório rochoso, Saint Malo, a cidade dos corsários, ardeu parcialmente em 1661 e foi restaurada por Vauban e Garangeau tendo adquirido enorme prosperidade, nos séculos XVII e XVIII, graças aos seus navegadores e mercadores que negoceiam com as Índias, a China, África e as Américas.

Em 1944 a vila intramuros foi destruída na sua quase totalidade, tendo a restauração demorado cerca de 30 anos, tornando-se uma cidade amuralhada lindíssima, muito procurada pelos turistas, e um importante centro náutico.

Porque se deve ir a Saint Malo? Pela marginal protegida da erosão por uma curiosa defesa frontal feita de troncos de madeira que conseguem amortecer a força das ondas.

Pelas inúmeras ilhotas muitas delas fortificadas que a rodeiam e cujo aspecto muda radicalmente com a maré

(ver aqui mais fotografias do Fort National, o da foto de cima,
e aqui o efeito da maré nas ilhas de Grand Bé e no forte de Petit Bé, o da foto de baixo).

Outro forte muito engraçado é o de La Conchée (foto de baixo), também do sistema de defesa concebido por Vauban.

Vale a pena também passear pela cidade amuralhada, com os seus hotéis de charme,

a lindíssima peixaria localizada no centro de uma das praças

e ainda, claro, pelas excelentes galettes e crêpes acompanhadas de cidre brut.

A página do Office de Tourisme de Saint Malo tem bastante informação sobre a cidade e os seus atractivos turísticos.

12 dezembro 2016

Um passeio na Bretanha: o farol do cabo Fréhel

Há dias, quando recomendava a uma pessoa amiga que vai passar férias à Bretanha, a consulta deste pequeno "roteiro", apercebi-me que, apesar de este meu "passeio" já ter 15 artigos alusivos, ainda só vou no 4ª de 9 dias de passeio efectivo. Vou tentar ir publicando mais coisas brevemente...
E por hoje aqui fica o 30 do mapa.


O cabo Fréhel separa as baías de Saint-Brieuc e de Saint-Malo pelo que o seu farol tem uma importância relevante para a segurança da navegação nesta costa muito fustigada pelo vento.

Este farol, uma torre de pedra aparelhada centrada num edifício em forma de U, é o 4º farol do cabo Fréhel.

O primeiro "farol", aqui construído em 1650, incluía três chamas de sebo misturado com terebentina: tinha a função de vigilância para prevenir os ataques dos ingleses e simultaneamente sinalizar a costa durante a noite.

Em 1694, Vauban propõe a construção de uma torre para vigiar os ataques da frota inglesa e este farol, que começa a funcionar em 1702, é uma torre redonda com 3 andares iluminada a carvão de lenha. As despesas relacionadas com a manutenção e iluminação do farol são pagas por uma taxa cobrada aos navios que fazem escala entre o cabo Fréhel e Regnéville, já na Normandia. Em 1774, foi instalado um novo sistema de iluminação com reflectores simples e o combustível passa a ser uma mistura de óleo de peixe e óleo vegetal. Em 1821, os reflectores são substituídos por lâmpadas "de corrente de ar (lâmpadas d’Argand) com reflectores parabólicos.

Em setembro de 1844 inicia-se a construção de uma nova torre octogonal, com 22 m de altura e uma óptica de Fresnel e em 1860 é instalado um posto electro-semafórico. Em 1940, devido à sua localização estratégica, o farol de Fréhel foi rodeado de inúmeros elementos defensivos e de radares de vigilância aérea e marítima.

A 11 de Agosto de 1944, a torre foi destruída pelas tropas alemãs (mais uma nesta zona...) e é a torre de 1702 (que aparece também nas fotos) que serve de farol com uma luz provisória até 1950.

O farol actual começa a ser reconstruído em 1947, com características mais funcionais e é instalada uma luz eléctrica, em 1950. Actualmente o farol é controlado a partir de Saint-Malo e é um dos 5 faróis franceses mais potentes, com um alcance de 53 km.

(clique na foto para ampliar)
O edifício e a torre são visitáveis e a torre até tem elevador!!

Em 2011, o farol foi classificado como monumento histórico.
Mais sobre o farol aqui

O próprio cabo Fréhel merece também uma visita: as suas falésias rosadas dão abrigo a uma reserva ornitológica e está classificado como sítio da Rede Natura 2000 pela diversidade florística, em especial coloridas plantas de charneca (urzes, juncos, etc.).

Ao longe vê-se o forte La Latte, inicialmente forte da rocha Goyon, o nome de uma importante família da Bretanha, desde 937 até 1597, quando foi desmantelado devido a guerras internas. Entre 1690 e 1715 foi recuperado e integrado no sistema de defesa do litoral de Saint-Malo. No século XIX foi abandonado até ser classificado como monumento nacional em 1925 e restaurado em 1931.

Actualmente é o castelo mais visitado da Bretanha a seguir ao castelo dos duques em Nantes (mais em http://www.castlelalatte.com/).

01 dezembro 2016

1º de Dezembro de 1640

«...Os guardas são desarmados e o grupo assaltante espalha-se pelos corredores e aposentos. O ministro Miguel de Vasconcelos, traidor que espezinhava a Pátria, cai. E o povo, que se vai juntando no terreiro, atraído pela notícia do que se passa, aclama D. João IV, correspondendo aos vivas e gritos de liberdade que, das janelas do Paço, lhe lança D. Miguel de Almada...»

in História de Portugal II, Verbo Juvenil, Gris Impressores, 1966

26 novembro 2016

Mercado do Livramento


Recentemente restaurado, o mercado do Livramento, localizado na Av. Luísa Todi, em Setúbal, merece uma visita.
No corredor central somos recebidos por figuras típicas de um mercado: o homem do talho, as vendedeiras e o carregador do peixe.

E na parede do fundo os painéis de azulejos retratam a vida rural e piscatória de Setúbal.

O mercado do peixe foi considerado "um dos melhores do mundo" pelo USA Today,

mas também tem uma zona de "drogaria", artesanato,

e claro, as tradicionais vendas de fruta e flores.



20 novembro 2016

Topo-hidrografia "instantânea"


Numa expo sobre produtos e serviços ligados ao mar o Instituto Hidrográfico tinha esta "caixa de areia" que servia para mostrar como é que funcionam os sondadores multifeixe: há medida que alterávamos a topo-hidrografia as curvas de nível ajustavam-se e as cores que indicavam a altitude também.

Foi divertido passar de uma montanha à beira-mar,

para uma montanha com uma caldeira

e dar origem à formação de uma ilha!


O resultado real é o das fotos abaixo com a representação do cachão da Valeira e da embocadura do Tua, em resultado do levantamento que o IH está a fazer do rio Douro.


Neste vídeo do IH é exemplificada a forma como o navio faz o levantamento.

No folheto são apresentadas as características de vários aparelhómetros sondadores e os resultados obtidos.

14 novembro 2016

Baixa-mar

 Quando as rochas ficam a descoberto,
 parecem adquirir vida própria...

06 novembro 2016

A "passarada" da Herdade da Mourisca


O moinho de maré da Mourisca, que já albergava um café e uma zona de exposição, incluindo a do próprio moinho, foi remodelado e encheu-se de "passarada" (ver aqui a notícia sobre a remodelação).
Mas também criaram uma zona de esplanada com cadeiras transatlânticas e ainda recuperaram os espaços interiores (que, a meu ver, ficaram decorados de mais).
O moinho está normalmente aberto aos fins de semana e é um espaço muito agradável.
Ficaram muito engraçados os flamingos, cegonhas e garças ao longo do acesso ao moinho.
E além dos "passarus metallicus" também pode ver aves em carne e osso nas salinas da envolvente.

31 outubro 2016

Samhain


O mundo deu mais uma volta e terminou mais um ano. Começa agora a estação escura. E esta é a noite em que se pode aceder ao Sid, onde dois mundos e dois tempos se encontram. O caminho é através da água...
Bliadhna mhath ùr duit!! Bom Ano Novo!

26 outubro 2016

A arte da camuflagem...

Devagarinho, lá se foi cobrindo de areia e mudando de cor,
tentando passar despercebido.